No fundo, bem lá no fundo ele disse que os pés são mais belos que as mãos, que os pássaros cantam para a vida, que ele seria mais um na multidão se continuasse a viver aquilo, ele não tirava a dor que ela sentia e o coração pulsava como baquetas em espetáculo de rock.
Melina cantava os sons que contagiavam sua pele e todos ouviam-na para aquecer seus corpos na noite fria que chegava.
Seu vestido cinza parecia o dia que acabara de partir.
E no seu pé havia aquele sapato de marfim, seus cabelos eram claros e brilhantes, e as bochechas vermelhas como morangos silvestres.
E numa fração de segundos ela se calou, então com a sua mais pura energia ela levantou uma pequena folha e falou as seguintes palavras: "Amar não é errado, não é fato, nem rancor, amar é aquele momento em que seu coração pulsa longe de si, e além do que o olho pode ver, se não amei-o por mim, amei-o porque alguém haveria de amar, porque a realidade é, se não fui eu, quem seria".
E nesse instante ela desabou, e gritou para que o mundo pudesse ouvir, o que dentro dela ninguém podia saber. A tristeza de Melina não era por tê-lo perdido, mas pelo fato de que ele carrega com outro alguém aquilo que ela preparou somente para ele.
Uma única vez.
E o que faria dali para frente. A quem amaria novamente, ou será que essa soma de sensações é entregue uma vez na vida, sem volta, sem recompensa, como aquela sorte que nos é dada, se for isso Melina pode nunca mais amar, pode nunca mais sentir o doce sabor da paixão, viver a vida de uma mulher infeliz. Ou tentar voltar, retomar a rotina e cantar como se fez, desde o começo.
Isso só ela pode decidir, e naquele dia ela apenas enxugou as lágrimas e foi para casa, com aquela folha na mão. E seu amor, ele carregou para o mais longe que pôde.
Melina cantava os sons que contagiavam sua pele e todos ouviam-na para aquecer seus corpos na noite fria que chegava.
Seu vestido cinza parecia o dia que acabara de partir.
E no seu pé havia aquele sapato de marfim, seus cabelos eram claros e brilhantes, e as bochechas vermelhas como morangos silvestres.
E numa fração de segundos ela se calou, então com a sua mais pura energia ela levantou uma pequena folha e falou as seguintes palavras: "Amar não é errado, não é fato, nem rancor, amar é aquele momento em que seu coração pulsa longe de si, e além do que o olho pode ver, se não amei-o por mim, amei-o porque alguém haveria de amar, porque a realidade é, se não fui eu, quem seria".
E nesse instante ela desabou, e gritou para que o mundo pudesse ouvir, o que dentro dela ninguém podia saber. A tristeza de Melina não era por tê-lo perdido, mas pelo fato de que ele carrega com outro alguém aquilo que ela preparou somente para ele.
Uma única vez.
E o que faria dali para frente. A quem amaria novamente, ou será que essa soma de sensações é entregue uma vez na vida, sem volta, sem recompensa, como aquela sorte que nos é dada, se for isso Melina pode nunca mais amar, pode nunca mais sentir o doce sabor da paixão, viver a vida de uma mulher infeliz. Ou tentar voltar, retomar a rotina e cantar como se fez, desde o começo.
Isso só ela pode decidir, e naquele dia ela apenas enxugou as lágrimas e foi para casa, com aquela folha na mão. E seu amor, ele carregou para o mais longe que pôde.
15:21 |
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vou comentar fer!

